Roberta Luchsinger é apontada como o elo entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS

Nos últimos dias, um emissário de Roberta Luchsinger, a amiga de Lulinha investigada por envolvimento nas fraudes do INSS, levou a um auxiliar de Lula uma mensagem direta.
Desesperada, a lobista exigiu proteção e avisou que não cairá sozinha.
Roberta, segundo esse emissário, “não aceita” ser abandonada.
Roberta é apontada como o elo entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025 por supostamente comandar o esquema de fraudes a aposentados.
A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu dinheiro desviado de aposentadorias e se atuou como operadora do filho de Lula, que vive na Espanha, o que ela nega.
Nesta semana, o ministro Flávio Dino, do STF, barrou a quebra de sigilo de Roberta pela CPMI do INSS, mas os sigilos delas já haviam sido quebrados pelo ministro André Mendonça, que comanda as investigações sobre o esquema bilionário de desvios de recursos de aposentados.
ATUALIZAÇÃO, 15H33 — A defesa de Roberta, comandada pelos juristas Bruno Salles Ribeiro e Roberto Podval, entrou em contato para negar a informação repassada ao Radar por auxiliar de Lula: “E absolutamente falsa a informação de que Roberta Luchsinger teria enviado mensageiro para ameacar quem quer que seja. Cumpre esclarecer que não há motivo para especulações sobre suposto ‘desespero’. Todas as questões relativas a operação Sem Desconto já foram devidamente esclarecidas perante o STF. Assim, qualquer que seja a fonte, repassou informações inverídicas, baseadas em narrativa falsa, com o nítido intuito de prejudicar a empresária”
Presidente de CPI quer que Dino explique suspensões de quebra de sigilo de Lulinha e outros alvos
O presidente da CPI do INSS,
senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, nesta sexta-feira (6), que irá apresentar à comissão um pedido de comparecimento do ministro Flávio Dino, do STF, para falar sobre suas decisões que suspenderam medidas provadas pelo grupo.
O requerimento, que precisa ser aprovado pela CPI, será apresentado na forma de convite, quando a pessoa endereçada não tem obrigação de ir.
O objetivo é que o ministro preste esclarecimentos sobre os fundamentos que o levaram a suspender, nesta quinta-feira (5), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
A medida estendeu a decisão expedida favorável à empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha, assinada na quarta (4).
"Entendo que, diante da relevância e dos efeitos dessa decisão sobre os trabalhos da comissão, é importante que o parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que a motivaram", disse Viana.
Ele acrescentou que, se o convite for aceito, "será uma oportunidade importante para o esclarecimento público e para o fortalecimento das instituições".
"Caso não seja possível a presença, o Congresso Nacional terá cumprido seu dever de buscar esse diálogo institucional", declarou, em seu perfil no X.
A decisão de Dino ocorreu no momento em que já circulavam publicamente dados bancários de Lulinha. A defesa apresentou uma petição ao ministro sobre possíveis vazamentos das informações. O mesmo foi feito à PF e à CPI.
Ao todo, foram R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas em quatro contas bancárias de Lulinha no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal de 3 de janeiro de 2022 até 30 de janeiro deste ano.
A PF tem apurado citações feitas a Lulinha nas investigações da Operação Sem Desconto, que investiga desvios de aposentadorias do INSS. Uma das linhas da apuração é a de que o filho do presidente tenha sido sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
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